segunda-feira, 13 de julho de 2015
sábado, 31 de janeiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
O INÍCIO DO ANO PARA O 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL – CLASSE DE ALFABETIZAÇÃO
Algumas crianças aprovadas para o 3º ano não completaram
o seu ciclo de Alfabetização.
Um ponto de partida ideal será o de saber o que sabem os
nossos alunos. Para isso, torna-se necessária a realização da sondagem do campo
semântico.
Depois da acolhida dos alunos e a realização da Dinâmica
do quebra gelo, é possível a leitura do alfabeto cantado e posteriormente, a realização
da primeira sondagem do ano.
Suco gelado,
Cabelo arrepiado
Qual é a letra
De quem está ao teu lado?
(Pode rimar com seu namorado, também, mas não é ideal
para a faixa etária)
A Dinâmica do quebra gelo é uma ação que possibilita a
aproximação do docente com os alunos e os primeiros vínculos de amizade.
SUGESTÕES DE DINÂMICAS
O
presente
Encape uma caixa com papel de presente (pode ser uma
caixa de sapatos) e coloque um laço vermelho.
Pegue um pequeno pedaço de espelho e cole no fundo da
caixa.
Digite num pedaço de papel a frase: “È você” e coloque
embaixo do espelhinho.
Leve essa caixa para a sala depois de se apresentar,
comece a dizer que está muito feliz
porque ganhou um presente lindo do papai do céu e quer compartilhar essa
notícia com seus novos alunos.
Mas antes que você diga, as crianças devem tentar adivinhar o que
tem dentro da caixa.
Você pode ir marcando na lousa as sugestões das crianças.
Combine com todos que quem ficar sabendo deve ficar em
silêncio até chegar ao último aluno.
Quando chegar ao último aluno, sugira uma abraço coletivo
todos falam em voz alta:
__ MEU MELHOR PRESENTE É VOCE!
SONDAGEM DO PIRULITO
Dê um pirulito para cada criança e diga que antes de
comê-lo, é importante aceitar um desafio:
Todos devem abrir o pirulito e comê-lo com o braço
estendido, segurando-o.
Se ninguém adivinhar , explique que para comer o
pirulito, é necessário que cada aluno entregue o pirulito para o colega que
estiver em sua frente.
SONDAGEM DO SISTEMA DE ESCRITA
1º Bimestre
ANIMAIS
Dinossauro
Camelo
Gato
Rã
Eu tenho um gato
Os critérios que devem ser considerados é que a sondagem
é feita em meia folha de papel sulfite, e um aluno de cada vez, deixando as
demais crianças envolvidas em uma atividade que não exija tanto da professora:
o desenho do auto-retrato, a cópia de uma cantiga, a produção de um desenho,
etc.
As palavras devem ser ditadas partindo da polissílaba até
a monossílaba e em seguida, a frase.
As palavras não devem ser ditas silabando.
Observar a reação dos alunos enquanto escrevem. Anotar
aquilo que falam em voz alta, observar se abrem e fecham a boca em silêncio,
pronunciando as palavras para escrever, para aproximar a leitura da fala.
Não force o aluno a falar. Faça perguntas sobre o que
estão pensando e o que sabem sobre aquilo que estão escrevendo.
Depois que terminarem o ditado, peça que leia o que
escreveram. Anote para saber se a leitura corresponde a forma gráfica.
Se há pela leitura da ficha descritiva dos alunos ou
pelas anotações da professora anterior a certeza que todos os alunos estão
alfabéticos, a sondagem pode ser um bilhete ou a reescrita de uma história
curta.
Os critérios para avaliar os alunos nessa atividade são:
·
Conseguem recuperar os episódios na ordem dos
acontecimentos?
·
Trazem marcas
da oralidade? Quais?
·
Demonstram alguma noção de distinção entre o
discurso direto e indireto?
O ideal é que essas questões estejam
digitadas em uma planilha com o nome dos alunos;
Depois de realizada a sondagem com todos os alunos, é
importante a leitura compartilhada de
cartazes com os dias da semana, os meses do ano.
Existe também a “Hora do conto”, uma roda de
leitura onde a professora lerá a primeira história do ano. A melhor forma de acolher e aproximar é realizar essa
atividade com os alunos sentados em
círculo e o uso de fantoches ou objetos que lembram a história atrairá a
atenção da criança.
Se sobrar tempo, realize a sondagem numérica.
No site da Nova Escola existe a sugestão de números que você pode utilizar.
No site da Nova Escola existe a sugestão de números que você pode utilizar.
Todo os materiais para colar essas sondagens e fazer as
anotações devem ser previamente preparados.
Bom início de ano!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
domingo, 22 de junho de 2014
Passado e Presente do verbo escrever Conferência com Emilia Ferreiro
Ler
e Escrever em um mundo de mudanças.
Fonte:http://edu.edomex.gob.mx/WSLeer/Docs/Reflex_05_Conferencia.pdf
" Conferência: Centro de Maestros de Atizapán em Zaragoza, pasado i presente de los verbos; Leer y escribir"
Conferência com Emilia Ferreiro
Esse artigo em espanhol, reúne o apurado em três
conferências que tiveram a presença de Emilia Ferreiro, discursando sobre questões importantes a respeito das
práticas da leitura e da escrita.
Os tópicos abordados foram:
·
Ler e escrever em um mundo de mudanças
·
Passado e futuro do verbo Ler
·
Diversidade e processo de alfabetização
·
A configuração e a tomada de consciência
A autora, Emilia Ferreiro dá uma nova contribuição ao debate (antigo) sobre Ler e escrever. Ressitua o debate em torno de todos os
profissionais que trabalham em torno da escrita e da leitura com respeito as
problemáticas da Alfabetização, falando sobre as regras da Instituição
educativa e sobre as novas tecnologias.
Segundo a autora, as práticas diversas e os modos de ler
têm a ver com o social e com o histórico. Nesse momento, Ferreiro propõe uma
observação que retoma questões da História cultural para sustentar sua tese.
O surgimento da escrita prática deu origem a uma
diversidade que forneceu um caráter misto a todas as questões referentes as
práticas de alfabetização, com políticas subsequentes que tendem a democratizar
e a padronizar , e ao mesmo tempo negam a diversidade.
Apontam, na visão da autora, apenas uma concepção de
escrita que conduz a um único método de alfabetização, uma ideia de leitor e de
padrão de ensino.
A nova realidade mundial também sugere anulação de
diferenças e de contrastes.
Mas para Emilia, que está atenta ao “multilinguismo multicultural”
, essa diversidade tem um significante: o estabelecimento de equivalência entre
a igualdade e a disputa.
Fazendo uma inferência, concluo que a autora quer mesmo é
dizer que todos os discursos podem ser validados pela força da cultura que os cerca.
Deve haver equilíbrio e bom senso, apontando para uma crítica sutil a
homogeneização das práticas alfabetizadoras.
Devemos educar para a diversidade, prevendo novas
estratégias de ensino que dê conta da singularidade de nossos alunos: atentas a
realidade de que cada criança aprende de um jeito e isso não combina com a
rigidez do currículo engessado e nem com a autoridade “autoritária” dos comandos hierarquizantes.
Voltando ao discurso de Emilia Ferreiro nessa
Conferência, ela mesma ressaltou que crianças são contemporâneas, descontrói-se
nessa observação a imagem da criança tábula rasa.
Se a criança é contemporânea, ela traz para a escola toda
a bagagem do aprendido fora dos bancos escolares e temos, como educadoras, de
dar valor a isso.
Para a autora, a criança tem direito a tecnologia, mas
também tem direito a sua singularidade.
Ela verifica que podemos entender que atrás de uma mão
segurando um lápis não temos só um par de olhos, ou uma cabeça, temos um
sujeito com suas particularidades.
Na nossa época, aprender a ler e a escrever não são
sinais de sabedoria (o não referente místico e mágico), mas um sinal de
cidadania.
A Democracia traz a Escola pública como um direito de
Cidadania, própria de um cidadão consciente de seus direitos e
responsabilidades.
No entanto, na visão da autora, o analfabetismo não foi
superado em países pobres.
Os países pobres não apresentam taxas significativas de
letramento e de alfabetização, não acentua o gosto por ler e nem forma leitores
plenos.
Não adianta ter tantos livros impressos, sejam os
literários ou os informativos, e tanto material para trabalho, se não há um
consenso sobre que tipo de alfabetização e de letramento estamos dando.
Em minha opinião, falta autonomia para os professores.O
sistema estatal ainda vigia e pune todas as aventuras no campo da
alfabetização.
No meu TCC sobre alfabetização, critiquei duramente os
materiais de ensino a quem devemos obediência, esse ensino engessado e
currículo idem, que são muito aproveitados por alguns alunos e prejuízo para
outros.
Recebi, por parte do sistema, em devolutiva da inovação, ações
injustas com pretensão de silenciar e de disciplinar, controle aversivo.
Propunha, no final das contas, mais autonomia para que
fosse implantado no currículo brasileiro o direito ao misto, alfabetizar usando
tendências construtivistas e fônicas, partindo do princípio que os métodos são
para os professores e não os professores para os métodos.
Estamos no tempo que ainda não é permitido pensar. Parafraseando Emilia Ferreiro,
professores também são contemporâneos.
Temos que olhar para nossos professores e validar,
valorizando seus construtos reflexivos.
Se a Democracia aumentou o número de leitores, não
aumentou o número de decifradores, ou seja, quem interpreta e compreende o que
lê.
Uma comunidade de leitores só será formada com alunos que
interpretem o que é lido, para fundamentar e formar um patrimônio cultural, que
se faz cultura com interpretação e aprofundamento.
Essa ressalva poderia ser utilizada somente para os
alunos, mas há professores que não aprenderam a gostar de ler, e quem pouco lê,
pouco interpreta e compreende o que lê.
Como vai dar conta de ensinar o que não sabe?
Para Ferreiro, a criança não precisa ser empurrada para
aprender a ler e a escrever, ela o faz por prazer, porque se o adulto valoriza
as práticas de leitura e escrita e as usa isso será uma fonte de interesse.
Todos os objetos que os adultos dão importância é objeto de atenção das crianças.
Se eles percebem
que as letras são importantes eles vão tentar apropriar-se delas.
Para as crianças, segundo Ferreiro, não existe a
necessidade de estar motivado para aprender. Isso é próprio delas, ao
perceberem que os adultos se interessam pelas letras, elas vão querer se
apropriar delas. Elas não podem parar de aprender, porque faz parte do seu
crescimento.
Em palavras textuais, assim se referiu a autora:
“Meu papel como pesquisadora é saber que as crianças
pensam sobre o que estão escrevendo.
Seu pensamento tem interesse, coerência, validade e
potencial extraordinário na educação. Devemos ouvi-las. Não devemos reduzir uma
criança a um par de olhos que veem, ou ouvidos que ouvem e que possuem aparelho
fonatório ou uma mão segurando um lápis. Atrás desse conjunto, há um ser que
pensa.
Devemos recordar também que a Alfabetização não é um
luxo, é uma obrigação, é um direito.
Entre "imperfeito passado" e "Futuro
Simples", está o germe de um
"presente contínuo", que pode gestar um futuro complexo, isto é, novas
formas de fazer sentido (totalmente democrático) para verbos como "Ler" e "escrever".
Para autora, o interesse inicial da criança sobre
práticas de leitura e de escrita, é que, para ela, esse é um “mundo mágico”.
Depois, percebem que é preciso paciência e treinamento.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
A importância da família na construção do Espaço escolar
O que a interação com as famílias tem a ver com a qualidade de
ensino-aprendizagem?
Recuperando a ideia de que a relação escola-família começa pelo tratamento que é dado
aos alunos em sala de aula, vemos que as iniciativas de interação podem ter conexão direta
com as práticas pedagógicas propriamente ditas.
Independentemente da estratégia de aproximação das escolas dos contextos familiares
dos alunos, é importante que ela seja pensada para incidir diretamente no conhecimento
que a escola tem sobre as condições de apoio educacional que cada aluno tem na dinâmica
do seu grupo familiar.
Ao conhecer as condições reais das famílias – simbólicas e materiais –, as escolas
conseguem delimitar melhor o seu espaço de responsabilidade específica e planejar de
forma mais concreta os apoios necessários para o grupo de alunos cujas famílias não têm
condições (mesmo que temporariamente) de se envolver na escolaridade dos filhos.
Além disso, quando os alunos percebem que seus professores os conhecem, sabem
com quem moram, em que situação vivem, sentem-se mais seguros para expressar seus
medos e dúvidas na sala de aula. Esse conhecimento pode vir por meio de visita domiciliar,
realizada pelo próprio professor ou outro agente educacional, por informações organizadas.
Muitos professores ouvidos nesse estudo afirmam que, ao verem com mais nitidez a
realidade de alunos, modificavam sua interpretação sobre seu comportamento em sala de
aula, deixando de lado a expectativa de aluno ideal e abraçando o aluno real. Vários
exemplos apareceram nos municípios visitados. Em um deles, uma professora relatou que
tinha dificuldades para lidar com um aluno que atrapalhava o ritmo dos colegas: ficava
sempre brincando, circulando pela sala, e não se concentrava nos seus afazeres. Quando
conversou com sua mãe, se deu conta de que ele tinha uma série de atribuições domésticas
e era responsável, na ausência dos adultos, pelos irmãos mais novos. Assim, o único espaço
que ele tinha para relaxar e ser criança era a escola. Numa outra história, a professora de
educação física contou que não conseguia envolver vários de seus alunos nas atividades de
dança. Ela argumentava com a turma o quanto soltar o corpo era bom e prazeroso e tinha
como resposta os olhares desconfiados de boa parte da turma. Quando se aproximou das
famílias, percebeu que a orientação religiosa da maioria das mães e pais pregava que a dança
era um ato pecaminoso. Assim, a professora percebeu que, ao insistir na atividade, gerava
um sério conflito moral em seus alunos.
Os exemplos acima sinalizam que uma compreensão mais apurada das condições de
vida e da cultura dos alunos pode gerar mudanças produtivas no planejamento pedagógico
e na relação professor-aluno. Este ponto merece especial atenção, pois, desde o fim dos
anos 1960, pesquisas já constatavam que as expectativas dos docentes funcionam como
uma profecia autorrealizadora para seus alunos.
A profecia autorrealizadora, também conhecida como efeito pigmaleão, foi fundamentada
por Rosenthal e Jacobson (1968)22. O estudo mostrou que os professores tendem a tratar
os alunos conforme expectativas prévias que terminam por influenciar o desempenho
efetivo dos estudantes. Por exemplo, um professor classifica um aluno como desatento e
passa então a agir em relação a este aluno sempre segundo este pensamento. Com o
tempo, o aluno acaba se convencendo de que é mesmo desatento, intensificando
comportamentos nesse sentido.
Se a percepção de um professor sobre cada um de seus alunos é decisiva para a
promoção de uma boa relação escola-aluno, um diagnóstico baseado em suposições e não
em evidências sobre os fatores que estão interferindo nos problemas de aprendizagem
pode gerar intervenções pedagógicas pouco eficazes e com resultados possivelmente
desastrosos. Além disso, os julgamentos escolares costumam influenciar a expectativa das
famílias – o que, por sua vez, impacta consideravelmente as chances de uma criança,
O círculo vicioso se quebra quando “a
escola abraça até o mau aluno”, como disse uma coordenadora pedagógica entrevistada.
A interação com as famílias nos moldes como estamos concebendo aqui é recente na
história da educação brasileira, por isso ela requer mudanças de mentalidade de todos os
envolvidos. Segundo várias pesquisas, as escolas frequentemente representam as famílias
como uma extensão de si mesmas, sem perceber as diferenças de lógica de um espaço a
outro. Esse traço, de colocar a lógica da instituição escolar no centro do diálogo, é chamado
escolacentrismo23 e costuma impedir que os agentes escolares escutem e compreendam
o ponto de vista das famílias.
O estudo Participación de las familias en la educación infantil latinoamericana24 destaca
alguns fatores que costumam inibir uma boa interação com algumas famílias. Todos esses
fatores podem, de alguma forma, ser relacionados com a ideia de “escolacentrismo”:
• Os professores sentem-se incomodados quando os pais opinam na área que julgam
de sua competência exclusiva. Não veem importância ou não acreditam que as
famílias possam participar dessa relação de contornos mais pedagógicos.
• Educadores culpam a família pelas dificuldades apresentadas pelos alunos e alunas.
É comum ouvir: a mãe não se preocupa, abandona o filho, não estabelece limites
em casa.
• Professores criticam os pais (principalmente as mães) por não ajudarem no dever
e nos pedidos da escola, ignorando as mudanças do papel da mulher na sociedade.
Assim, o aluno que se apresenta sem o apoio do adulto é desprestigiado em sala de
aula e tende a piorar seu rendimento.
• Gestores e docentes desqualificam aspectos da cultura familiar sem sequer
conhecer o sentido das práticas, o espaço e a rotina familiar.
• A escola persiste com atividades dirigidas a modelos de famílias tradicionais, apesar
das mudanças na sociedade25.
• A escola mantém a mesma rotina de reuniões, oficinas, palestras e atividades, sem
consultar os pais sobre temas de seu interesse, necessidade e horários adequados.
Observo, na realidade das escolas, que a subjetividade dos atores escolares deve ser levada em consideração, pois o aluno, antes de chegar a escola já era um sujeito social com seus construtos particulares.
Fonte: file:///C:/Users/Public/Pictures/escola_familia_final.pdf
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