domingo, 4 de março de 2012


PATRÍCIA RODRIGUES RUIZ







ALFABETIZAÇÃO NA ESCOLA PÚBLICA
Epistemologia na relação sujeito-objeto, práticas de alfabetização em face da realidade.

















UNESP
2012

PATRICIA RODRIGUES RUIZ






ALFABETIZAÇÃO NA ESCOLA PÚBLICA:
 Epistemologia na relação sujeito-objeto, práticas de alfabetização em face da realidade

                                                                   Projeto de Pesquisa apresentado ao Departamento de
                                                                   Psicologia da Faculdade de Ciências e Letras de Assis      
                                                                   ,sob a orientação do Profº Drº Leonardo  Lemos de So
                                                                  -uza   para aprovação no Curso de Mestrado na Facul-
                                                                   dade de Ciências e Letras de Assis, UNESP, 2012.



                
                                                            







ALFABETIZAÇÃO NA ESCOLA PÚBLICA
Patrícia Rodrigues Ruiz*
Resumo: A presente pesquisa apresenta dados epistemológicos na relação sujeito-objeto, tendo  sujeito como o aluno ou aluna da escola pública e o objeto a prática de alfabetização que se insere no contexto.
Aponta aportes teóricos vindos da abordagem de Jean Piaget e os relacionam com alguns dados obtidos em uma escola pública concernente as salas de Alfabetização, no período de fevereiro de 2009 a Março de 2012.
Na segunda parte do trabalho, demonstra, num mapa de sondagem diagnóstica, alterações sobre as aquisições da leitura e da escrita num período determinado de tempo, feitas em uma sala de alfabetização. Um trabalho que se inicia no ano letivo de 2012, e que procurará obter informações relevantes, colaborando na construção de conhecimento da área delimitada.
Os dados da Pesquisa foram  obtidos  através de dados empíricos, buscando relações teórico-metodológicas e reflexões advindas dos conhecimentos de uma Disciplina optativa de Pós Graduação: Cognição, Afetividade e Cultura.
Palavras chave: Alfabetização, aluno, escola pública, ensino, fundamental.
Abstract: This study presents data on the epistemological subject-object relation, and subject as a student or public school studentand the object the practice of literacy that fits into the context.
Points from the theoretical contributions of Jean Piaget approachand relate to some data obtained in a public school classroomsregarding Literacy, from February 2009 to March 2012.
In the second part of the work demonstrates a survey map ofdiagnostic changes on the acquisition of reading and writing within a specified period of time, made ​​in a classroom literacy.
A work that began in academic year 2012, and seek relevant information, helping to build knowledge from outside the area.
The data of this research were obtained from empirical data, searching for relationships and theoretical and methodologicalreflections that come from the knowledge of a discipline electiveGraduate: Cognition, Emotions and Culture.
Keywords: Literacy, students, public school teaching, fundamental.


___________________________________
*Patrícia Rodrigues Ruiz é Professora do Ensino Fundamental na Secretaria da Educação de Assis e pós graduanda na Disciplina “Cognição, Afetividade e Cultura” no Depto de Psicologia da UNESP de Assis



Introdução
Jean Piaget, ao criar a Teoria do Desenvolvimento humano, trouxe uma contribuição ímpar para a Psicologia Cognitiva.
Inicialmente, pode-se asseverar que Piaget não escreveu sobre a aprendizagem das crianças e sim, sobre o seu desenvolvimento biopsicossocial,segundo conceitua Lino de Macedo (2012).
Lino de Macedo (2012), no site “Centro de Referência a Educação”, afirma que, sob a perspectiva de Piaget, a aprendizagem...”  refere-se à aquisição de uma resposta particular, aprendida em função da experiência, seja ela obtida de forma sistemática ou não.”
O autor reforça a idéia de que os professores devem saber quais são os esquemas operatórios de Jean Piaget, para
                                                               “... poderem apreciar a direção do desenvolvimento psicológico
                                                                  na perspectiva de Piaget. Saber de onde a criança vem e para on-
                                                                  de vai, em termos de desenvolvimento, é,em uma      perspectiva
                                                                  genética tão importante quanto saber onde ela está, ainda que um
                                                                 aspecto não anule o outro”.(Macedo, 2012).
Nessa fase, ao entrar no Ensino Fundamental, a criança tem a idade de seis anos e está no estágio pré-operatório. Estrutura suas representações ,segundo Piaget , de forma justaposta, sincrética e egocêntrica. Seu raciocínio é transdutivo e sua compreensão é de natureza intuitiva e semi-reversível (idem).
Macedo afirma que o professor deve saber mais do que essas razões psicológicas do desenvolvimento infantil. Ele deve, também, abordando essas informações, instrumentalizar sua prática pedagógica.
                                                         Para Piaget, um dos principais objetivos da educação pré-
                                                         Escolar seria ensinar a criança a observar os fatos cuidado-
                                                        samente, em especial ,quando esses são contrários aos pre-
                                                       vistos  por ela. (Ibidem, p.50).

Desse modo, observa-se que uma formação sólida e que contenha um aporte teórico-metodológico suficiente, contribua para que os professores exerçam o seu ofício de forma consciente a atenta as transformações de ordem cognitiva, afetiva e cultural das crianças.
No Ensino Fundamental de nove anos, no 1º ano, a criança, pela ótica de Piaget, está no Pré-Operatório, , o que pode tornar difícil o trabalho do docente, que está apegado ao modo tradicional, que não inseriu o lúdico e os jogos simbólicos em suas aulas.
                Tal afirmativa parte do pressuposto originado na minha prática da sala de aula.
Nessa fase, a criança tem características que interferem decisivamente na aquisição da leitura e da escrita, que é a interiorização de esquemas de ação, construídos no estágio anterior, sendo egocêntrica, querendo descobrir a razão das coisas e está na fase dos porquês.
Tem bastante percepção, mas se detém na aparência, sem relacionar os fatos que antecederam as experiências.
Utiliza de esquemas de assimilação e acomodação frente ao novo para construir o seu conhecimento.
Esquemas de assimilação e de acomodação vão sendo colocados em prática a todo o momento, para que as crianças construam seus conhecimentos e se apropriem do objeto de alfabetização: adquirir domínio sobre a leitura e sobre a escrita.
Emília Ferreiro conceitua em seu livro, que a construção primeira da leitura e da escrita ocorre antes da criança entrar na escola, e essa criança ela denomina de “sujeito que busca a aquisição do próprio conhecimento, que se propõe problemas e que passa a solucioná-los, segundo a própria metodologia”. (1999, p.27).
Em entrevista concedida a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Ferreiro afirma que os defensores do Método fônico não levam em consideração que a criança tem um nível de Conscientização sobre a escrita antes de entrar na escola.
Sobre essa questão, a autora afirma que não aceita discutir alfabetização hoje nos mesmos termos que se discutia nos anos 1920.
Ela afirma que
                                                 Os defensores do método fônico não levam em conta um dado que
                                                          hoje sabemos ser fundamental,que é o nível de conscientização da
                                                         criança sobre a escrita.Ignorar que ela pensa e tem condições de escre-
                                                         ver muito cedo é um retrocesso.Eu não admito que a proíbam de  es-
                                                         crever.A tradição fônica sempre foi dominante nos países anglo-saxô-
                                                          es.Felizmente, não é o que acontece nos países latinos.(UFRGS,2008)

O que diferencia as descobertas de Ferreiro das de Capovilla, (1989), é que, para a autora, a escrita representa a fala, não sendo necessário fazer a associação entre letras e sons inicialmente (Silva et all, 2008).
A linha teórica de Ferreiro se guia por uma abordagem construtivista-interacionista da aprendizagem.
No entanto, guiados  por índices alarmantes de fracasso escolar, Fernando e Alessandra Capovilla, lançaram, em 2008, um livro com uma proposta diferenciada de Alfabetização, onde colocam na metodologia de Ferreiro, discípula de Piaget, a causa do fracasso da alfabetização dos escolares brasileiros.
O método, chamado de global, tem feito com que a aprendizagem no Brasil não ocorra.
Uma coisa é entender os resultados da pesquisa de Ferreiro e Teberosky,como contribuição ao conhecimento científico e outra bem diferente, é insistir em métodos falhos que  não estão dando resultado.
Não se deve, contudo, ignorar as dificuldades econômicas,históricas,sociais,culturais que é a realidade no Brasil e que contribui  de forma negativa na aprendizagem.
Questões afetivas também fazem parte desse  universo em que os complicadores da questão nem sempre são refletidos o suficiente.
                                                 Ter a afetividade e a aprendizagem como tema implica em envere
                                                    -dar por um caminho intrigante que envolve processos     psicológi-
                                                  cos difíceis de serem percebidos e desvendados. É ter a subjetivida-
                                                 de como objeto de pesquisa,o dinamismo da vida individual e cole-
                                                  tiva com toda a riqueza de significados dela transbordantes. (apud
                                                 Minayo, 1999,p.15, in Lima,2011)


Capovilla ,baseado em estudos, demonstra que em dezembro de 2001,segundo reportagens dos principais jornais do Brasil e do mundo, o Brasil foi o último colocado no ranking do Pisa ( Programa Internacional de avaliação de alunos).
O Jornal Folha de São Paulo traz o seguinte:
                                                    Alunos brasileiros ficam em último lugar em ranking de educação.Os
                                                   estudantes brasileiros que participaram ano passado do Pisa, ficaram em
                                                  Último lugar na avaliação, que analisou,pela primeira vez,o desempenho
                                                  de estudantes com 15anos nas redes públicas e particulares de ensino em
                                                 32 países (Folha de São Paulo, 2012)
Esse exame foi organizado pelo OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico ) e divulgado pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura).
O Jornal “Estado de São Paulo” publicou semelhante matéria onde se informa que:
                                                 O aluno brasileiro não compreende o que lê.
                                                          Revela o resultado do Pisa, divulgado ontem. Entre 32 países sub-
                                                                  metidos ao teste, o Brasil ficou em último lugar.A prova mediu   a
                                                                 Capacidade de leitura de estudantes de 15anos, independentemen-
                                                                 te da série em que estão matriculados.(Estado de São Paulo,2001)
Em uma entrevista concedida a Rede Psi,em 2003, Capovilla conceitua que o método global, ideovisual,utilizado atualmente e defendido pelo MEC, está atrasado em relação aos outros países.
Demonstra, baseado em suas próprias pesquisas empíricas, que a criança precisa que a Professora o ensine pelo método fônico e não pelo ideovisual.
A nossa criança, segundo a afirmação de Capovilla, é tratada como “o bom selvagem” de Rousseau. Acreditam que se ela entra em contato com os livros, ela se alfabetiza, o que não é verdade,pois para o estudioso, a linguagem é um código, que precisa ser decifrado e decodificado,não memorizado.
Fernando Capovilla faz uma crítica muito severa: a de que o Brasil está enchendo as clínicas de reabilitação, com crianças apontadas como disléxicas, e que na realidade nem são, porque a escola não está alfabetizando.
Na escola em que está sendo  feita a pesquisa de campo, com métodos qualitativos, o Departamento de Psicologia da UNESP de Assis tem atendido as crianças encaminhadas com relatórios de professores e a pedido dos pais.
Nesse espaço, foram criadas as salas de apoio pedagógico, para que sejam feitas as matrículas de crianças com defasagem idade/série ou que apresentam dificuldades de aprendizagem, em sua maioria, encaminhadas a psicólogos,fonoaudiólogos e psicopedagogos.
Todo ano é regra em uma classe de 25 a 30 alunos, ter uma média de 5 ou 6 por classe, que ao invés de ser reprovado no 2º Ano, é  matriculado em uma sala de apoio ou de reforço.
Geralmente, essas crianças não alcançaram o nível alfabético, durante o ano letivo.
O nível alfabético a que se refere é o alfabético inicial, a compreensão dos grafemas convertidos em fonemas, com leitura entrecortada e erros ortográficos na escrita.
As salas de apoio pedagógico têm menos alunos para que sejam atendidos em suas especificidades, sejam de que origem.
Esse Projeto de Pesquisa ainda está em andamento e não pretende apontar uma metodologia de ensino  superior ou inferior, mas mostrar, através de resultados que cabe aos professores aprofundarem suas pesquisas e entenderem quais são os processos que estão por trás da aprendizagem dos alunos nas séries iniciais,denominadas de salas de alfabetização e possam agir com autonomia e coerência.
Macedo convida a refletir.
                                    Mas o que se reivindica para a criança,há também de ser reinvindica-
                                          do ao professor.Ou seja, tem ele liberdade e responsabilidade para in-
                                          ventar ou experimentar suas próprias técnicas,para defender seus pon-
                                         tos de vista?(Macedo, p.51)





















OBJETIVOS

1.      Demonstrar, com elementos empíricos que as práticas de Alfabetização alcançam melhores resultados se o professor ou professora puder ter um controle da sua prática, utilizando metodologias diferenciadas, agindo de forma corente;
2.      Investigar práticas de alfabetização em uma escola pública em um determinado período de tempo consonante a sua abordagem teórico metodológica e seus resultados.
3.      Coletar dados, partindo de uma Pesquisa de campo, com métodos quantitativos e qualitativos relacionados a prática de sala de aula com um grupo de crianças.
4.      Analisar os enfoques teóricos metodológicos da Alfabetização e sua crítica sob uma perspectiva construtivista, defendida por Emília Ferreiro e Ana Teberosky e a proposta do Método Fônico e a sua crítica, defendida por Fernando e Alessandra Capovilla.
5.      Relacionar os discursos das duas fontes com o que foi trabalhado na sala de aula e apresentar os resultados alcançados.















METODOLOGIA

1.      Realização de Pesquisa participante e experimental, com o intuito de explorar o tema de Estudo;
2.      Levantamento de dados bibliográficos que fundamentam as investigações realizadas, comparando-as com os resultados obtidos;
3.      Atividades experimentais com o método misto, intercalando o trabalho com textos, aproveitando toda a orientação contida no Volume I do Programa Ler e Escrever e a utilização de atividades contidas no livro de Fernando Capovilla, Alfabetização: método fônico, Livro do Aluno;




















REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Documentos eletrônicos

Rocha, Fialho,Aline; “Alfabetizar letrando: um repensar da aquisição da língua escrita”
Acesso em 01/03/2012
OECD “Knowledge and Skill for life” Firsts result from  Pisa 2000- Documentário/Dez 2001- Fev 2002.
Acesso em: 02/03/2012
Disponível em:
Macedo, Lino de; “A Perspectiva de Jean Piaget” / Centro de Referência Educacional Mário Covas;
Acesso em 03/03/2012
Disponível em:
UFRGS, Blog da Psicologia da Educação “Emília Ferreiro, Alfabetização e Cultura Escrita”, entrevista com Emília Ferreiro concedida a Revista Nova Escola;
Acesso em: 04/03/2012
Disponível em:
Rede Psi, “Alfabetização no Brasil: uma metodologia ultrapassada” Entrevista com o Dr. Fernando Capovilla ; 25/01/06
Acesso em : 04/03/12
Capovilla, Fernando e Capovilla, Alessandra, “Construindo competência de leitura e escrita”, Casa do Psicólogo, 1ª Ed. 2005.
Acesso em 04/03/2012
Disponível em:
Vaz, Patrícia Nogueira da Silva  et all, “Concepções de Alfabetização, leitura e escrita” Revista Científica Eletrônica de Pedagogia, Ano VI, nº 11, Janeiro de 2008, Periódico Semestral;
Acesso em: 04/03/2012
Disponível em:
Lima, Fernandes, Aparecida Conceição: “A relação Afetividade-aprendizagem na sala de aula, enfocando situações de conflito Panizzi”;
Acesso em : 04/03/2012
Disponível em:
http://www.anped.org.br/reunioes/27/gt13/t132.pdf
Documentos impressos:
Ferreiro Emília, Teberosky, Ana “Psicogênese da Língua Escrita”, Ed. Artmed, São Paulo,2012;
Capovilla, Fernando et  all, “Alfabetização: Método fônico”, Memnon, São Paulo, 2007













sábado, 3 de março de 2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Objetivos , Metas e o papel da Coordenadora Pedagógica


As tarefas de um professor ou professora são múltiplas e necessidades de cumprimento de objetivos e metas, somente a Coordenadora pedagógica pode mediar.
No ano passado, houve uma assistência por conta de uma Coordenadora que foi promovida a ATP e ela fornecia um suporte da Secretaria, mas as reuniões com ela eram raras.
Como docente, gosto de refletir com a Coordenadora sobre os caminhos que posso modificar para melhorar a minha prática pedagógica.
Os objetivos e as metas traçados por uma escola devem ser trabalhados na equipe escolar e cada um colabora com sua parte.
Na primeira escola que trabalhei, não tinha coordenadora e a diretora, atarefadissíma , não conseguia administrar a parte burocrática da escola e nem conduzir objetivamente as reuniões de HE.
O que tirei dessa experiência, ao observar a Diretora correndo para cumprir as duas tarefas, de coordenação e de Direção, que o profissionalismo está acima de tudo.
Ao olharmos para o nosso umbigo e verificar que o que ganhamos mal dá para cobrir as nossas despesas, o desânimo pode querer nos jogar naquele circulo vicioso de empurrar com a barriga as nossas obrigações.
Mas devemos ter um novo olhar e lembrar que a terra semeada com carinho muito produz.
Quem sabe o fruto de nossos esforços possa refletir na melhora do nosso salário.
http://modeloteams.blogspot.com/2010/12/coordenador-pedagogico-o-centro.html






terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Orientações sobre a importância da atividade com nomes próprios

Fevereiro Tempo de trabalhar com nomes

Pois é... além da "querela" dos métodos, termo utilizado por Maria do Rosário Morttati, devemos ter em mente que a nossa Secretaria não vai  aceitar professores alfabetizadores trabalhando somente com a linha teórica do fônico.
Para o início do ano, um poema muito legal para explorar é o poema de Pedro Bandeira, "O nome da gente"

Dá um "google" e vc logo acha ele...

ESTA É A LAÍS, DESENHO FEITO NO PAINT


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Método ou Metodologia? Percursos possíveis

Emília
Fonte:  revistaescola.abril.com






Segundo Artur Morais, as escolas públicas têm fracassado na tentativa de alfabetizar os seus alunos, porque se prenderam a métodos de ensino que, conduzidos de maneira insuficiente ou mal interpretada não surte o efeito desejado;
As caracterizações de métodos “construtivistas” ou “fônicos” de alfabetização, o primeiro, centrado na psicogênese da língua escrita, e o segundo, na conscientização fonológica, como o mais adequado se prende a rigidez de um sistema que oscila de uma Unidade escolar a outra.
Discutem-se métodos e não metodologias.
O prender-se a uma rigidez de métodos de ensino , quando educadores de intitulam “construtivistas”, ou “fonológicos”, em nada favorece alfabetizar com propriedade e com clareza.
Já é lugar comum considerarmos que a maioria dos alfabéticos que a Escola produz são aqueles chamados Analfabetos funcionais.
Termo esse oriundo de outro, alfabetismo funcional, construído na década de 30, nos Estados Unidos.
Sabem escrever, com dificuldade, o seu nome, ler, de forma entrecortada  textos curtos de sílabas simples, mas titubeiam quando colocados em frente a textos mais complexos e se são solicitados a inferir informações do texto, fracassam.
Em relação a Operações matemáticas tais sujeitos não conseguem solucionar as operações mais complexas;
Em relação à alfabetização, como pontua Morais, devemos considerá-la como um sistema de aquisição permanente, e não como um sistema de apropriação da lecto-escrita  fechada e limitada a apenas um método de ensino;
Devemos refletir sobre as  fragilidades do método fônico: a limitação do sujeito em não ser colocado em frente a textos contextualizados, onde é instigado a apropriar-se do objeto (leitura/escrita) e a desenvolver as habilidades pertinentes ao letramento;
Seria interessante observar que o elemento facilitador do método fônico está em  em dotar o aprendiz para a identificação e o reconhecimento de letras e sílabas, em uma seqüência lógica e acessível para que assimile e reconstrua o código da linguagem;
Morais pontua que o principal problema do método construtivista  é o de cuidar em excesso da compreensão metafonológica das palavras e descuidar da diversidade e da particularidade de textos; Percebo também,na prática de sala de aula,  a desimportância que tal método acrescenta as atividades de letramento;
Por outro lado, o ensino com tendência construtivista, negligencia as habilidades metafonólogicas dos educandos, colocando em segundo plano essa reconstrução;
Não garantem um ensino sistemático das correspondências letra-som (p.11);
Entretanto, como afirma Morais, alguns professores alfabetizadores declararam que os seus alunos aprenderam a ler e a escrever apenas em contato com textos.
Posso relatar minha experiência como  professora alfabetizadora, numa classe de Pré III, 1º ano do Ensino Fundamental, em 2006, em contato com o livro didático escrito por Marco Hailer e afirmo que na minha avaliação pessoal e  segundo a sondagem diagnóstica realizada, a maioria foi alfabetizada.
Na época, a minha convicção de recém formada e o aporte das teorias aprendidas com Onaide , Sônia Coelho, Renata Junqueira, professoras doutoras da UNESP de Presidente Prudente, fundamentadas nas teorias e metodologias construtivistas, não encontrei motivos para trabalhar o método fônico, mas me foi sugerida, pela Diretora da Unidade escolar a leitura de CAPOVILLA et all, onde os autores enfatizam o "desserviço" que a implantação das teorias de Ferrero (implantadas de forma equivocada na Rede pública de ensino.) trouxe.Na época, alguns pais transferiram seus filhos e filhas por não considerar válido e suficiente a alfabetização por textos, tendo estranhamento inclusive com  a palavra letramento e essa educação inovadora que me trouxe o aporte teórico do Curso de Pedagogia foi objeto de  resistência;
Alguns alunos encontraram dificuldades na classe posterior, pois se depararam com um trabalho mais tradicionalista.
Hoje, após sete anos de jornada, não subestimo o valor do método fônico e procuro utilizar metodologias que se adequem aos meus aprendizes.
Não me esqueço que eu também sou aprendiz .

Segundo Morais...
“Não existe nenhuma oposição em alfabetizar e letrar ao mesmo tempo. Para não
promover exclusão, o ideal é aliar um ensino sistemático da notação alfabética com
a vivência cotidiana de práticas letradas, que permitam ao estudante se apropriar das
características e finalidades dos gêneros escritos que circulam socialmente. “

Fonte:
CONCEPÇÕES E METODOLOGIAS DE ALFABETIZAÇÃO : 
POR QUE É PRECISO IR ALÉM DA DISCUSSÃO SOBRE VELHOS
“MÉTODOS”?

 
Artur Gomes de Morais
UFPE – Centro de Educação e CEEL - Centro de Estudos em Educação e Linguagem;





domingo, 1 de janeiro de 2012

A sondagem dos números


Sondagem Inicial


NÚMEROS
ü Para iniciar a sondagem numérica, o importante é ter em mente que as crianças não devem se sentir pressionadas em mostrar resultados positivos, de conhecimento;
ü A avaliação inicial possibilita que você avalie o que sabe a criança, para planejar suas aulas;
ü Para isso acontecer, o clima deve ser de muita tranqüilidade, pois algumas crianças se recusam a escrever com medo de estarem  sendo avaliadas e subseqüentemente receberem punição por fazerem errado;


A sondagem inicial deve contar com números que obedeçam as classificações:
  • .       Familiares: 2010 e 2011,número da casa que a criança mora, etc;
  • .       Números de uso freqüente, presente em cédulas, notas e moedas: (5 é um marco);
  •       Transparentes: números que são fáceis de ler: 16 (10+6);








quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ATIVIDADES DE ALFABETIZAÇÃO INÍCIO DO ANO


Planejamento de aulas para o 2º Ano


FEVEREIRO
DINÂMICA DO INÍCIO DE ANO
MATERIAL: BARBANTE


·         O QUE FAZER: 

  • DAR A CADA CRIANÇA UM PEDAÇO DE BARBANTE E PEDIR QUE CADA UM FAÇA UMA FIGURA QUE DESEJAR COM O PEDAÇO DE BARBANTE


  • DEPOIS, PEDIR QUE AMARREM UM PEDAÇO DE BARBANTE NO OUTRO ATÉ JUNTAR OS PEDAÇOS.
    PROPOR QUE SE FAÇA UM GRANDE DESENHO COM O BARBANTE UNIDO;   
      EXISTE TAMBÉM A ATIVIDADE DO DESENHO COLETIVO; A PROFESSORA DISTRIBUI PELA CLASSE POTES COM LÁPIS DE COR, GIZ DE CERA, CANETINHAS;      DEPOIS, FIXA UM PEDAÇO GRANDE DE CARTOLINA, PODE SER DUAS OU TRÊS CARTOLINAS UNIDAS  OU UM PEDAÇO DE PAPEL PARDO E INICIA O DESENHO;    PEDIR PARA CADA ALUNO FAZER UMA CONTRIBUIÇÃO PARA COMPOR O DESENHO;
OBJETIVOS                       
·         TRABALHAR A COOPERAÇÃO, A PARCERIA, A CRIATIVIDADE, A PACIÊNCIA;
·         PROPICIAR INTERAÇÃO E AUTOCONHECIMENTO;
Primeira semana de Fevereiro
Sondagens para conhecer o que os alunos sabem
MATERIAL ESCOLAR
LAPISEIRA
CADERNO
COLA
GIZ
O MENINO TEM UMA COLA
MARIPOSA
GIRAFA
SAPO
O SAPO FOI PARA A LAGOA
Atividade iniciaL
·         EXPLORAÇÃO DA ESCRITA DOS NOMES
·         1-DAR A CADA CRIANÇA UM CRACHÁ COM O SEU NOME;
·        2- PEDIR QUE FAÇAM LEITURA SILENCIOSA DOS NOMES;
·         3-LOCALIZAR OS NOMES NA LISTA;
·        4- TROCAR O CRACHÁ COM O COLEGA E FAZER A MESMA ATIVIDADE
·       5-  LER O ALFABETO E PEDIR QUE AS CRIANÇAS ORALMENTE, ORGANIZEM OS NOMES EM ORDEM ALFABÉTICA;
·        6- DAR UMA FICHA COM O PRIMEIRO NOME DA CRIANÇA ESCRITO; 
PEDIR QUE , LOCALIZE, FIXADA NA PAREDE OU NA LOUSA DE RECADOS UMA FIGURA QUE COMECE COM A PRIMEIRA LETRA DO SEU NOME:




domingo, 24 de janeiro de 2010

Ciência objetiva e vontade subjetiva

Ciência objetiva e vontade subjetiva





Os livros de auto-ajuda não são considerados sérios, pois padecem de provas ditas científicas para afirmar o que trazem em seu bojo e em seu contexto.
A ciência é ela, mesma, produto da ação humana. O mito da Caverna de Platão é uma base profundamente subjetiva para mostrar o embate que a criatura humana trava para se libertar da sua inferioridade.
Todas as ações humanas objetivas e subjetivas repousam sobre o esforço da vontade humana.
Um esforço passivo é o resultado de um esforço ativo, baseado na apetência, segundo Atkinson.
Apetência é a capacidade que um organismo tem de atrair aquilo que ele gosta.
A acessibilidade da mente para a vontade deve ser aumentada para uma prática dirigida. Não é imbecilidade saturar a mente de pensamentos positivos, pois ela é um instrumento a serviço de nossa vontade.
Os livros de auto-ajuda “funcionam” para algumas pessoas por obediência a esse princípio.
Treinar a mente é fazê-la entrar em contato através da absorção e prática para e de um poder interior. John Dewey diria que a mente teria a potência de milhares de cavalos correndo por um pódio.
A vontade é forte o suficiente, mas a mente deve ser treinada para reconhecer e resgatar as vibrações do Poder superior.
O campo psíquico do Planeta também é contaminado por formas inferiores de projeção e práticas da vontade humana: ou seja, há muito ódio, desunião e sentimento de guerra.
A verdadeira mulher dentro de si mesma é a mestra, por isso nesse estágio já se baniu o medo e opera com toda a capacidade.
Tal informação abre espaço para que se estude aquilo que algumas tendências apregoam: a anulação do eu para que possamos viver em comunhão.
Quando ocorre a anulação do “eu”, ocorre também a anulação da vontade.
O que chamamos de “vontade” é o instrumento do Eu.
È necessário dominar o eu inferior. Pois é um absurdo uma criatura humana, escrava das suas paixões e desejos animais apregoar a liberdade, se ela mesma não aprendeu e praticou a própria liberdade.









Objective science and subjective will

The books of self-help are not considered serious, as suffering from so-called scientific evidence to say what they bring in its wake and in its context.


Science is she, it, the product of human action. The myth of Plato's Cave is a deeply subjective basis to show the struggle that the human lock to break free of their inferiority.

All human actions objective and subjective rest on the effort of human will.

An effort liability is the result of an active effort, based on appetite, according to Atkinson.

Desire is the ability of an organism has to draw what he likes.

The accessibility of mind to the will must be increased to a practice run. Not stupidity saturate the mind with positive thoughts, because it is an instrument in the service of our will.

The books of self-help "work" for some people in obedience to that principle.

Training the mind is to make it come into contact through the absorption and circulation to and from an inner power. John Dewey would say that the mind would have the power of thousands of horses running for a podium.

The will is strong enough, but the mind must be trained to recognize and rescue the vibrations of the Higher Power.

The psychic field of the planet is also contaminated by lower forms of projection and practices of human will: that is, there is much hatred, disunity and feeling of war.

The real woman in itself is the master, so this stage has already banned the fear and operates at full capacity.

Such information makes room for one to study what some preach trends: the cancellation of the self so that we can live in communion.

When do you set aside the "I" is also the annulment of the will.

What we call "will" is the instrument of the Self

It is necessary to master the lower self. For it is absurd to a human, a slave of his passions and animal desires proclaim liberty, if she herself has not learned and practiced their own freedom.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ler e Escrever Orientações sobre o trabalho de Alfabetização

A História de Chapeuzinho vermelho




Trabalhar na oralidade



• Descrição de alguns personagens;

• Relação entre os personagens;

• Motivação e intenção dos personagens em relação ao desenvolvimento da Trama.

• Impressões e sentimentos que o texto despertou no primeiro momento;