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sexta-feira, 26 de julho de 2013

O CURSO DO SEBRAE E A AUTONOMIA DOS ALUNOS


Com o crescimento das Igrejas Evangélicas e as propostas religiosas de que os sacrifícios em nome da fé cristã fazem com que todos virem empresários, a vontade de ser dono do seu próprio empreendimento aumentou consideravelmente. É muito previsível que as portinhas de R$1,99,com mercadorias adquiridas no Paraguai, montadas com o dinheiro do FGTS ou com empréstimos bancários, teve uma sobrevida muito curta. Quem não tem um preparo técnico e nem a malícia das vendas não consegue levar adiante nenhum empreendimento, por mais facilidades que se apresente. Só mesmo quem é dono de uma igreja evangélica sabe o que é administrar a enxurrada de cheques sem fundos lançados como sacrifício de ofertas e dízimos no altar, considerando uma igreja como empresa, desvencilhando-se da fé que move o fiel a doar parte dos seus proventos para a igreja, já que esse é outro assunto. Esses construtos estão sendo abordados, porque pertence ao cotidiano das famílias brasileiras, o que é senso comum. Ultimamente, não se percebe esse tipo de riscos com as economias das pessoas ou seu ínfimo capital acumulado por anos de trabalho, como foi há dois anos atrás. Dentro desse mesmo assunto, a abordagem agora centra-se no fenômeno social de casos em que a sociedade começa a construir uma dinâmica de progresso em seu país. O caso do Japão, depois de dizimado pela bomba atômica em cidades como Hiroshima e Nagasaky , é um caso particular de perseverança e espírito de resiliência, resistência, reinvenção e reconstrução. Hiroshima em duas situações: Atualmente Antigamente, depois da bomba atômica: A cultura japonesa é diferente da nossa, muito trabalho e pouco lazer. O Japão não tem problemas com sua Educação e nem com sua tecnologia. O Brasil tem problemas com a sua educação, com a sua tecnologia e com a cultura de sua população. O governo que diz ter metas para a erradicação da pobreza vive dando o peixe e não ensina a pescar. Bolsas que alimentam a cultura da preguiça, do menor esforço possível. Tem o seu lado positivo, mas esses pontos críticos, os negativos, devem ser ressaltados. O que toda essa conversa tem a ver com os cursos do SEBRAE e com nossos alunos e alunas? O espírito do empreendimento, o de sobreviver desapegado ao fluxo do mercado de trabalho, com a inexistência de vagas ou de pessoal qualificado para preenchê-las. Essa cultura do esforço, da recriação, da invenção é bem mais pertinente do que ficar escrevendo, assistindo aulas expositivas o tempo todo. Nosso currículo é conteúdista. Se os professores não souberem administrar o seu tempo, chegará ao final do ano sem ter esgotado os livros do currículo formal: Projeto Ler e escrever, PNAIC, EMAI,etc. Mas agora, surge o curso do SEBRAE. Esse é o mais importante. São conceitos na prática. O material é arrecadado com as famílias ou comprado a preço de custo, os alunos produzem material que será vendido para as próprias famílias. Qual é o lucro disso?A valorização do indivíduo e a construção de sua autonomia, o risco, o desafio, a provocação para um estado alternativo de ser e de estar.Enquanto se trabalha com as crianças a cultura do empreendedorismo, trabalha-se todas as outra disciplinas. Trabalhoso? Muito. Mas ninguém disse que nada é fácil. O que é fácil, não tem valor. Qual o compromisso dos professores em relação aos seus alunos e alunas? Ensinarem a pescar, abrirem portas. Temos aqui em Candido Mota, as bebidas da Conti, que surgiu no fundo de um quintal, com uma história de superação. Em Mandaguari temos a Romagnole que é um foco de emprego para a sua população, a sua origem foi humilde, perto da potência que ela é hoje. A fábrica de biscoito Liane,a viação Itapemirim, são indústrias que nasceram de suas referências: a dificuldade e a superação. Não há o que reclamar de currículos comuns. Houve a necessidade da reformulação e da unificação do currículo. Estamos ainda em vias de superação da qualidade da nossa educação, do crescimento do conhecimento. O que a escola me trouxe enquanto indivíduo? A necessidade de ter uma profissão, de não viver de subempregos ou de expedientes vergonhosos. Sou professora. Poderia ter sido médica, mas me faltaram condições. Tenho sonhado com outras portas, com empreendedorismo, meu salário não é suficiente, sou uma profissional pouco valorizada. Não recebi essa cultura, não sei como fazer. Talvez aprenda, com meus cursos. O desvalor da minha profissão está relacionada ao rendimento da população brasileira nos índices internacionais.Agora que o panorama está mudando. Chega de teoria. Vamos para a prática. Pensando em empreender com os nossos alunos, a mudança de suas vidas, nas suas condições de sujeitos históricos, do seu valor como indivíduos e como cidadãos.

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