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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Escola que queremos...


Violência simbólica e pequenos delitos



"O cinismo e o desinteresse em relação a existência do outro abrem frestas para o desrespeito  e a violência" .
De que violência estamos falando?
Estamos falando da violência simbólica e nunca admitida daquele que ainda abriga em sua cabeça preconceitos e condicionantes de um Brasil cheio de ranço do escravismo.
Não é uma violência gerada pela transformação de valores da sociedade. Os valores universais são criações históricas e se modificam com base nas relações entre indivíduos e grupos na sociedade, como diz Rios (2012), na revista Gestão Escolar de outubro.
Chegar atrasado costumeiramente,  não se interessar pelas reuniões de pais, abrigar preconceitos contra a Comunidade escolar, ainda baseado na ótica de imagina-los sem saberes e sem cultura, são violências simbólicas.
Perdoar pequenos delitos de professores só porque tem poder aquisitivo maior e desprezar professores que vem de um extrato social popular, com menor poder aquisitivo, desrespeitá-los na frente de alunos também é violência simbólica.
A sabedoria das vivências de mães e pais que criaram filhos numa moral de bons costumes e bons valores sem nunca ter sentado num banco escolar  é mais útil e bela do que um amontoado de teorias, não desprezando o que traz o conhecimento histórico acumulado.
Estamos vivendo naquilo que pontua Rios numa “cultura da razão cínica”.
Prejudicar o outro, no vale-tudo, praticar buliyng, são manifestações perversas da violência simbólica.
Devemos ficar atentos para não praticar violência simbólica contra quem quer que seja, pois a violência e o delito são como bumerangues. Acaba voltando.
Fonte: Gestão Escolar, out.2012, Editora 

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